Todos nós temos limites, ainda que na maioria das vezes não
prestamos atenção neles.
Muitas vezes
vamos levando a vida sem perceber que certas atitudes que estamos tomando estão
nos prejudicando e que estamos passando por cima de nós mesmos, dos nossos
limites. Existem momentos em que é preciso parar e pensar em tudo isso. Não
reconhecer nossos limites inevitavelmente pode nos levar a exaustão.
Até onde o nosso
emocional é capaz de suportar? As vezes, “não nos damos conta, mas, algo esta
nos fazendo tão mal, que o nosso fisico da o alerta e pede ajuda”, talvez nesse
momento, já tenhamos ultrapassado vários limites. Então, como saber? Você sabe
qual o seu limite? Até onde pode ou deve ir? Responder a essas perguntas pode
não ser tarefa fácil, mas, é importante para que saiba, o que é necessário
repensar ou mudar na sua vida. Definir o que somos e o queremos pode nos ajudar
muito nesse momento.
Tomar certas
decisões na vida não é facil, mas, é necessário, assim como dizer não, também
não é algo fácil, mas, é preciso. Como faremos essas coisas? O que devemos
fazer para nos tornarmos capazes de entender melhor nossos limites? Ou pensar
até que ponto podemos ir? Sem que isso nos cause dor e insatisfação. Será que
não é importante nos conhecermos melhor e aprender a decidir o que é ou não
importante para nós, para nossa vida, pensar o que nos fará bem ou não?
Cada um de nós
tem seu limite e isso difere de uma pessoa para outra, cada um é capaz de
suportar uma coisa, não existem comparações, uns aguentam uma dor, enquanto
outros não suportariam aquilo. Cada individuo vai até onde seu limite permite.
Um exemplo: “Como é possível fazer algo por alguém se não estamos nos sentindo
bem para isso?”, será que nesse momento em que fazemos isso não estamos
passando por cima de nos mesmos? Precisamos pensar que desse modo, estamos nos
“atropelando”, será que esse não é o limite? Não que seremos egoístas e a
partir de agora não ajudaremos mais ninguém, não é isso, só precisamos pensar
melhor e ver que “não é justo com a gente fazer algo só para agradar o outro, e
nos desagradar”, não acha? E nós? Como ficamos?
Muitas vezes, tentamos ser alguém além do que somos, para não decepcionar
e desagradar o outro, mas, isso pode nos levar a muito sofrimento e frustação.
Será que isso é mesmo necessário? Precisamos aprender a nos conhecer melhor,
para assim saber até onde devemos e podemos ir. Isso não é tarefa das mais
fáceis, nos gera receio, insegurança, mas, é importante. Temos medo de assumir
nossas verdades e não sermos aceitos, de não nos acharmos bons o suficiente.
Será que se não a assumimos, também não podemos ser deixados de lado? Será que
não devemos nos desprender dos conceitos concebidos no passado nos abrindo para
novas possibilidades e buscando realmente quem somos, para assim, assumir nossa
verdade de forma leve e natural?
Costumo dizer
que: “Faça o que fizer não agradará a todos, vai ter sempre alguém que não
estará satisfeito”. Faça as coisas por você, pelo prazer que isso te fará e não
para agradar o outro. Quando fazemos pelo outro a cobrança vem junto e uma
série de outras questões também. Quando fazemos por nós, não, acaba sendo
diferente, fazemos porque queremos e ponto.
Uma vez reconhecidos os
nossos limites, nossas verdades, o que realmente somos, a próxima etapa é fazer
novos acordos com nós mesmo e com quem esta próximo a nós. Pois, quando somos
verdadeiros com nós mesmos, também somos com quem esta a nossa volta. Passe a
fazer as coisas que seu corpo e sua mente aguentam. Aceite e respeite seu
momento. Quando nos mostramos de forma inteira e real, o outro acaba nos percebendo dessa maneira também.
Quando aprendemos a reconhecer nossos limites, estamos respeitando a nós
mesmos, eliminando sofrimentos e sendo feliz.
Heloisa Brandão
CRP 35680/5