domingo, 25 de maio de 2014

Reflexões sobre a sociedade atual


Estamos vivendo em um mundo capitalista, globalizado e narcisista, onde a preocupação esta no presente, na busca de um corpo ideal, de ser melhor para o outro, uma busca desenfreada da beleza externa. Narcisismo esse, reforçado pela mídia e por um mundo capitalista da beleza e do consumo. Na busca de uma autoestima comprada e ilusória. Onde vai parar essa busca por felicidade reduzida a busca do exterior e sendo esquecido o interior? Não há uma preocupação com o amanha, o que será de toda essa mudança no corpo? Essa falta de conhecimento do eu? Onde vai parar essa busca por uma valorização do que a mídia dita como certo, do que os grupos acham que deva ser? Esse mundo onde o que esta na mídia é o que vale, sendo bom ou não. Onde vai parar esse mundo que só vê aparência e todo o resto é esquecido? Onde se vive do imediatismo, onde a ansiedade impera. Uma sociedade imediatista, ansiosa, onde o agora é o que vale, “o imediato toma conta da paciência” a globalização vai de encontro com esse imediatismo e se pararmos pra pensar, se fizer uma reflexão da sociedade há tempos atrás e a sociedade de hoje, vemos o quanto essa globalização nos transforma nesse sentido, pensando na questão da telefonia e de quanto isso mudou, antes para se fazer uma  ligação, tínhamos que ligar para uma telefonista e levava-se tempo até conseguir completar essa ligação, passava-se quase o dia todo para conseguir isso e as pessoas tinham paciência, hoje se ligamos queremos ser atendidos na hora, pois, se isso não ocorre, nos estressa, irrita.... Ninguém quer esperar!  É tudo pra agora! As pessoas tem pressa... De que? E então perguntamos: como fica a subjetividade nesse mundo tão globalizado, capitalista, imediatista e narcisista? Você se conhece? Cuida do seu interior ou esta só na busca de uma melhora do exterior? O que tem feito por você?
Qual a sua busca? Pense nisso!

                                                                                                        Heloisa Brandão - CRP 35680/5

segunda-feira, 31 de março de 2014

Depressão


É preciso vencer o preconceito e buscar ajuda. Depressão diferente do que muitas pessoas acham “não é frescura ou falta de vergonha na cara”. A depressão tem uma origem bio-psico-social ou seja biológica, psicológica e social.

Ela é uma das doenças psiquiátricas mais frequentes. Uma em cada quatro mulheres e um em cada dez homens, podem vir a ter crises depressivas durante a vida. Existem graus diferentes de depressão. E as crianças também sofrem de depressão.

A depressão é uma perturbação do humor que não deve ser confundida com a tristeza, que são reações a alguns acontecimentos da vida, mas, que passam com o tempo e não impedem a pessoa de viver normalmente. Cuidado para não confundir uma tristeza profunda, um período de luto com depressão.

Sintomas mais comuns da depressão: falta de energia, perda de interesse nas atividades diárias, perturbações no apetite, no sono, insegurança, medos, irritabilidade, agitação, sentimentos de culpa, inferioridade, alterações na concentração, memória, pessimismo, sintomas físicos, sentimento de vazio, vontade de sumir, morrer.

É importante buscar ajuda de profissionais especializados para se fazer o tratamento. Em alguns casos o tratamento incluem os antidepressivos e as psicoterapias, um paralelo ao outro, em outros, apenas a terapia já se obtém resultados satisfatórios. Não é aconselhável somente a medicação, pois, esta será apenas uma medida paliativa para essa demanda, não trabalhando o principal, o que levou a pessoa a essa problema. Na psicoterapia a pessoa irá entender o que esta acontecendo com ela e trabalhar suas questões.

Ontem em uma entrevista ao Fantástico, Chico Anysio relata para o Congresso Brasileiro de Psiquiatria, que sofria de depressão há algum tempo, e que não teria produzido 20% de seu trabalho se não tivesse recebido ajuda de profissionais da área. 



Entrevista de CHICO ANYSIO ao Fantástico 



Fonte: http://g1.globo.com/fantastico/noticia/2014/03/em-depoimento-inedito-chico-anysio-conta-como-venceu-depressao.html



Durante muitos anos, Chico Anysio mostrou ter várias faces. Mas uma, ele só revelou pouco antes de morrer.

“Eu tenho um psiquiatra há 24 anos. E se não fossem os remédios que a psiquiatria dá. Se não fosse isso, eu não teria conseguido fazer 20% do que eu fiz”.

Chico Anysio sofria de depressão.

“Eu entendi que era depressão e eu pude pagar os remédios. E eu pude pagar ao psiquiatra, então eu venci. Porque ela é vencível”, conta o humorista.

O presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria foi quem teve a ideia de entrevistar Chico Anysio. Ele queria que as palavras do humorista fossem usadas em um congresso contra o preconceito a doenças mentais.

“A depressão atinge de 20 a 25% da população. E significa que 20 a 25% da população, tem, teve ou terá um quadro de depressão ao longo da vida. Portanto pode atingir a qualquer pessoa, em qualquer idade”, explica Antonio Geraldo da Silva, presidente da ABP.

A Joseane sofreu calada por quase um ano os efeitos da depressão e do preconceito. “A família não entende. Acha que é frescura. Que é falta de vergonha na cara. Que pobre não pode ter depressão”, diz Joseane Gomes, auxiliar de serviços gerais.

“Só que um dia eu fui para o trabalho e lá eu tive a crise que foi muito forte. Eu chorava muito. Eu sentia uma angustia muito grande. Uma coisa muito forte. Que eu não tinha vontade de nada. De fazer nada. Eu só tinha vontade de morrer. Pra mim, se eu morresse acabava os problemas” revela Joseane.

Só então a Joseane foi buscar ajuda. E encontrou em uma unidade especializada em saúde mental, da favela da Rocinha, no Rio de Janeiro. “Os pacientes com depressão que chegam aqui. Tem um perfil de uma clientela mais grave. Os pacientes chegam com depressão e com alguns sintomas a mais. Com ideias suicidas, sintomas psicóticos. Estados avançados de inapetência de não querer comer, de se cuidar. Parar de tomar banho. Auto cuidado já mais deteriorado”, explica Christiane Andreolo, psiquiatra.

Segundo a Associação Brasileira de Psiquiatria, aproximadamente dois terços das pessoas com depressão não fazem tratamento. Entre os pacientes que procuram o médico, apenas 50% são diagnosticados corretamente.

“É a mesma coisa que você falar pra quem usa óculos. Tira o óculos, enxergue, esforce pra enxergar, você vai conseguir. Claro que não vai conseguir. A depressão também você não vai conseguir sair dela”, afirma Antônio Geraldo da Silva, presidente da ABP.

Você se conscientizar que você está com este problema não é fácil. Você acha que os problemas que existem na sua vida que te fazem ficar assim, mas não é, entendeu? Você quando tem depressão, você reage de maneira errada a problemas que todo mundo tem”, explica Paulo Malta Santos, funcionário público.

O Paulo só começou o tratamento depois de muita insistência da família. “As pessoas tendem a confundir com como se fosse um tipo de loucura. Muita gente têm até vergonha de procurar ajuda. Mas não é loucura. É um problema psíquico de fundo emocional que hoje em dia muita gente tem”, diz Paulo.

“O difícil é as pessoas entenderem como é que pessoas aparentemente normais podem sofrer de depressão. Aí, tem um outro tipo de preconceito que achar que depressão inutiliza as pessoas e elas são malucas”, explica a psiquiatra Ana Alice.

Ana Alice é psiquiatra e sobrinha de Chico Anysio. E lembra que o tio tratava a doença com naturalidade. “Meu tio não escondia isso de ninguém. Nunca escondeu. Falou pra família inteira. Conversava comigo. Muito natural”, revela Ana Alice.

“Ontem eu tava conversando com uma paciente minha sobre ‘por que é que eu tenho depressão? Será que foi porque eu não consegui lidar com tal situação. Eu sou frágil por causa disso?’ Depressão é uma doença genética. Hereditária. Mas ninguém fica deprimido porque quer”, explica a sobrinha de Chico Anysio.

Rico sabe sobre o que Ana Alice está dizendo. Ele é primo dela e filho de Chico Anysio. “Eu já deprimi quando minha mãe morreu. Quando ele morreu eu fiquei também deprimido. Não tive que tomar remédio nenhum. Eu faço terapia e não tive que me medicar. Mas certamente eu fiquei deprimido”, conta Rico.

Ao falar abertamente sobre o problema, o filho parece ter entendido o último conselho do pai.

“Quanto mais pessoas me ouvirem falar sobre a depressão, mais pessoas vão deixar de ter vergonha de ser deprimido”, disse Chico Anysio.

sábado, 29 de março de 2014

A Criança como Reflexo do Ambiente Familiar

A Criança como Reflexo do Ambiente Familiar

A família é a base do desenvolvimento da criança. É a primeira fonte de aprendizagem, é nesse meio que a criança se forma, se percebe como pessoa. A família é responsável pelo estímulo constante, indispensável para o desenvolvimento integral da criança. E ela que vai dar limites tão importantes para que essa criança possa desenvolver uma personalidade saudável para o convívio com a sociedade.
Vamos pensar no limite, como princípios ou normas a serem seguidas, a criança precisa desse limite para uma vida em sociedade, para se sentir segura, para ter autonomia e aprender a lidar bem com seus conflitos e frustrações. O limite é importantíssimo para as crianças, pois, assim será por toda a sua vida, precisamos saber respeitar regras, normas e temos leis a seguir. Falo que limite é sinônimo de amor. Quando a criança sabe qual o papel do outro e de si mesma e os limites de cada um, ela sabe exatamente até onde pode ir e onde deve parar. O modo como a família encara a vida, ira definir em boa parte o comportamento dessa criança. Quando se senti confiante, certamente aprende a se valorizar, porém, se perceber que não apostam em suas atitudes, dificilmente ela apostará também. A imagem que ela vê de si mesma é essencial para o seu desenvolvimento e aprendizagem.
A criança é como uma esponja, absorve tudo o que observa tudo o que vê, tanto os exemplos ruins quanto os bons. Esses hábitos são incorporados, costumo dizer: que a criança veste a camisa que é dada a ela. Atenção com o comportamento que observa na rua de seu filho, pois, isso é o resultado do que foi visto e ouvido dentro de casa. Como a maneira de falar, de chamar atenção, com um tempo ela vai repetindo tudo que vê e ouve. É imprescindível que os pais saibam que seu comportamento, seu exemplo fala muito alto. Se os pais se agridem a todo o momento, qual será o resultado para essa criança?
O que e falado tem que ser seguido, não adianta pedir ao filho para deixar o quarto organizado se os pais não conseguem fazer o mesmo, se o que é dito não é feito. As crianças observam tudo, e por mais que os pais achem que ela não esta vendo ou esta distraída, não é verdade, ela esta com a “anteninha ligada a todo o tempo”. Se a mudança não ocorrer também em relação aos pais sobre o que é cobrado a essa criança, de nada vai adiantar a cobrança, pois, isso passará a ser desprezado por ela. Se meus pais não respeitam porque me cobram? Desobedecendo as regras eles mostram aos responsáveis que tudo isso está muito contraditório.
Os pais se perguntam “o que faço de errado para essa criança ser assim?” Para compreender o comportamento de seus filhos e de extrema importância que os pais parem e reflitam sobre suas ações. A verdade nem sempre é fácil de ser aceita, mas, é necessária. Não existe manual de instrução, é preciso errar para aprender a acertar, e quanto antes reconhecer isso será melhor.
Uma vez recebi uma criança atrasado no consultório, ela chegou e disse: “meu pai avançou todos os sinas de transito para chegar aqui” Como você ensina e diz a essa criança que isso não pode ser feito se você faz? Uma outra, quando estávamos conversando junto aos pais sobre organização, me disse: “mas meu pai não arruma nada, como pode me cobrar?” Se você diz que algo não pode e vai lá e faz, como ela vai deixar de fazer? Não pode gritar, os pais vão lá e gritam. Como fica? Os pais precisam estar atentos a isso, uma vez que, as crianças estão sempre ligadas, não esquecem. Elas sempre estão vendo o que falamos e o que fazemos, para seguir como exemplo. As crianças não nascem respeitando regras ou desrespeitando, elas aprendem isso com a família, na escola. Mas lembre-se, a família é o primeiro contato. Muitas vezes, o desrespeito é um aviso de que algo não anda bem naquele convívio, e infelizmente é a maneira que os pequenos encontram de demostra isso, chamando atenção de maneira negativa, para que os pais olhem para eles. Já que na maior parte do tempo estamos presentes somente para chamar atenção e quando fazem algo de errado. Em que momento estamos próximos, elogiando, parabenizando? Os pais acreditam que o filho só estuda e por isso tem que tirar nota boa, e vem com aquela famosa frase: “não fez mais do que obrigação”, então se você trabalhar e nunca recebe esse elogio do chefe, porque é sua obrigação, como se sentirá? Acho muito interessante, elogiar, parabenizar, os filhos pelas atitudes positivas. Isso contribuirá e muito na relação entre vocês. Pense nisso.
Muitos pais acham que estão sempre perto e que isso significa dar atenção, mas, sabemos que isso não é verdade, estar perto não quer dizer que esta com eles. Sempre incentivo os pais a dedicarem um tempo exclusivo a cada filho, e que a criança saiba que aquele tempo foi dedicado a ela, isso a fará se sentir amada (“meu pai/mãe tem um tempo só pra mim”) Entender que ela tem o olhar e companhia dos pais para ela isenta muitas das atitudes negativas dessa criança, pois, ela não precisará mais fazer tanta coisa para chamar a atenção, pois, terá essa atenção sem precisar disso. Sempre pergunto a elas: Será que não é melhor chamar atenção fazendo algo bom do que algo ruim? Mas, para a criança isso é um processo tão inconsciente, que essa reflexão não é feita durante um longo período de tempo.
Não podemos esquecer que no desenvolvimento normal da criança algumas atitudes de desobediência são normais, o que não pode é ser demais. Como digo: a vida é equilíbrio, tudo que é demais ou de menos não é bom, é preciso um meio termo ai...
É imprescindível estabelecer normas, regras claras para essa criança, dizer o que se espera dela. Os pais precisam chegar a um acordo, ambos devem sentar e definir o que será exigido, não adianta um falar uma coisa e o outro falar outra, porque, a criança ficará muito confusa com tudo isso e nunca saberá o que e a quem seguir, respeitar. Isso é importantíssimo. Falo com os pais, se não se chega a um acordo, a criança só ficará confusa, sem saber se faz o que um diz ou o que outro diz. O que é certo? O que minha mãe fala ou o que o meu pai fala, o que farei? Quem devo seguir? Isso tudo fica muito confuso na cabecinha da criança. E nunca na frente da criança desfazer o que o outro diz, se não concorda, fale depois reservadamente. Se não houver um acordo entre os pais, o comportamento da criança não será positivo. É preciso dizer à criança o que quer que ela faça não dizer apenas o que não quer. Porque sempre nos colocamos de maneira negativa, ao invés de nos colocarmos de maneira positiva? Se coloque de maneira positiva, ao invés de se colocar de maneira negativa. A chance de uma resposta positiva será bem maior.
Alguns pais costumam dizer que esquecem o que prometeram depois de um tempo, seja um castigo, um acordo, uma promessa, então faça apenas o que consegue cumprir, se não de nada adianta. Uma vez ouvi de uma criança: “Meu pai fala depois esquece, promete e não cumpre...” (e balançou o ombro) Isso poderá os colocar em situações onde perdem a credibilidade perante a criança. Quando dão castigos onde dizem que a criança vai ficar um mês sem tal coisa, ou ate o meio do ano sem isso quando estamos logo no inicio do ano... E depois isso não é cumprido, ficará desacreditado. Por isso falo aos pais: fale apenas o que consegui cumprir.
As crianças precisam entender que são responsáveis por suas escolhas, e que toda escolha tem uma consequência. A vida é assim. E como costumo dizer: se não aprendemos em casa, aprenderemos com a vida, que é muito pior e doe muito mais.
Pense como suas atitudes podem estar influenciando seu filho. Uma vez que a atitude dos filhos pode ser uma reação à atitude dos pais ou um reflexo desta.

Heloisa Brandão - CRP 35680/5




sexta-feira, 22 de março de 2013

O esporte no desenvolvimento da criança


O esporte é favorável ao desenvolvimento da criança, acredito que através dele trabalhamos diversas questões importantes para o amadurecimento delas.  

A prática do esporte leva para a vida adulta referências de condutas melhores, para que estas crianças no futuro vivam bem consigo mesmo e com a sociedade de maneira geral.

Os benefícios sobre a personalidade e o desenvolvimento psicológico que o esporte oferece são diversos: superar dificuldades, melhorar problemas de relacionamento, desenvolvimento cognitivo e motor, trabalhar disciplina, espírito de equipe, regras, limites, diminuir o individualismo, superar a timidez, trabalhar a liderança, aprender a lidar com frustrações, melhorar autoestima, concentração, desenvolver o coletivo, entre outros.

O esporte ensina que ganhar é muito bom, mas, que também é importante saber perder, desde que a derrota não se torne um hábito, ensina que diante de dificuldades não devemos desanimar e desistir, e sim aprender a superar.

Professores e responsáveis devem ter cuidado na colocação de regras e limites para que esses sejam realmente respeitados e essa pratica seja favorável, como por exemplo: não cedendo à criança uma vitória só para evitar frustrações, pois, o efeito real destes e exatamente esse aprendizado. Visando no futuro que esta criança seja um adulto capaz de enfrentar seus problemas da melhor forma possível.

O esporte permite aperfeiçoar o desenvolvimento motor da criança e ampliar as suas capacidades físicas, cognitivas, sociais, afetivas e linguísticas. Deste modo, compete aos professores e responsáveis utilizá-lo de forma a contribuir para o desenvolvimento infantil.
 
Heloisa Brandão
CRP 5/35680

domingo, 21 de outubro de 2012

Reflexões para quem ira se submeter à Cirurgia Bariátrica


 
A cirurgia implica em uma mudança radical no estilo de vida, o jeito antes conhecido, após a Cirurgia mudará completamente e é por isso que é de extrema importância o acompanhamento psicológico, para que este indivíduo entenda e elabore todo esse processo, na busca de uma reorganização desta nova vida, em um corpo que será bem diferente, refletindo a respeito de si mesmo e de como a vida será após a Cirurgia. Quando a terapia e feita antes e depois, o individuo tende a passar por esse processo de mudança de uma forma mais tranquila e segura.

Após a Cirurgia, além das questões físicas, vivenciamos também muitas questões psicológicas, como a expectativa, a ansiedade e a insegurança do novo período. No pós-operatório, as mudanças rápidas que acontecem, tanto relacionadas aos hábitos alimentares, quanto às mudanças do próprio corpo, acabam exigindo do paciente uma reflexão, e emergem questões emocionais importantes que precisam ser trabalhadas.

Modificar o jeito de viver não é tarefa das mais fáceis. É necessário uma readaptação a um novo jeito de funcionar, é preciso se desfazer de referenciais antigos e criar novos, as mudanças internas e externas serão bastante significativas em relação a todos os setores da vida, a psique necessitará seguir mudanças do corpo e deverá se reajustar a uma nova realidade. E é nessa fase que a psicologia e de extrema importância, pois, nesse momento ira ajudar o paciente a utilizar das reflexões na busca de novos conhecimentos a respeito da sua personalidade, auxiliando o sujeito a se entender melhor e a aderir de forma mais eficiente ao tratamento, estimulando a sua participação efetiva no processo de emagrecimento. Porque se o estilo de vida não for modificado, apesar do auxílio da Cirurgia, pode ser que não se obtenha o emagrecimento esperado.

E muito importante o paciente  conhecer  e se informar bem sobre o procedimento cirúrgico e quais os riscos e benefícios da cirurgia. Deve se atentar também para as seguintes questões: Primeiramente que o sucesso da Cirurgia depende da forma como o paciente vai lidar com ela, é necessário ter compromisso de novos hábitos alimentares pelo resto da vida, pois, sem a mudança no comportamento alimentar, a cirurgia perde o poder, e a frustração e inevitável. É preciso mudar a maneira de agir e pensar. Segundo, é  que a perda de peso, quando grande e acelerada, provoca uma mudança brusca na estrutura corporal que não é assimilada com a mesma rapidez pelo paciente, é necessário tempo para se adequar a esse novo estilo de vida. E a terceira questão, é que o emagrecimento não implica necessariamente a uma melhor qualidade de vida. Muitos individuos que se submetem ao procedimento cirúrgico se mostram fantasiosos, acreditando que o emagrecimento proporcionará uma realização pessoal. Somente o emagrecimento não levará a tal realização. Outras questões precisam ser trabalhadas interiormente para que as realizações aconteçam. Pense nisso!
Heloisa Brandão
CRP 5/35680

terça-feira, 15 de maio de 2012

A experiência do “luto”

Citando Freud em “Luto e Melancolia” (1917, vol XIV – pg 269-291) podemos dizer que: “O luto, de modo geral, é a reação à perda de um ente querido, à perda de alguma abstração que ocupou o lugar de um ente querido, como o país, a liberdade ou o ideal de alguém, e assim por diante”.

Na fase do luto, a perda de interesse é intensa, o mundo se torna pobre e vazio. Mas, ainda que o luto desenvolva na pessoa grande distanciamento  do que parece uma atitude normal para com a vida, não podemos vê-lo como uma condição patológica, e sim respeitá-lo no seu  tempo, sem  causar interferências, uma vez que, isso poderá se prejudicial a ele. Precisamos apenas observar, se esse luto não se estenderá por um período muito longo de tempo. Pois, a partir daí, é necessário investigar se realmente não existe uma patologia.

Sempre digo que o luto vivido pela perda de alguém que se ama, nos causa a mesma perda de interesse pelo mundo externo como no luto da perda de uma pessoa querida que faleceu, nos colocando em um estado intenso de sofrimento e dor. Ambos os sofrimentos são muito parecidos, surgem neles à mesma dificuldade, como diria Freud (1917, vol XIV – pg 269-291), de “adotar um novo objeto de amor” (o que significaria substituí-lo) e o mesmo afastamento de toda e qualquer atividade que não esteja ligada a pensamentos sobre ele.”.

Qual o trabalho então do luto, para que ele serve, porque sentimos isso? Esse luto nos leva a pensar que precisamos abandonar o objeto amado que se foi. Porém, isso não nos parece tarefa fácil, e não é, abandonar o que se amava de bom grado realmente não estava nos nossos planos, nem mesmo quando sentimos tal necessidade dessa decisão. Entretanto precisamos vivenciar as emoções advindas disso para que possamos elaborar e seguir em frente. Devemos pensar que o luto se estende por um tempo, e que deve ser vivido pouco a pouco. O que acontece é que: cada uma das lembranças vivida por esse obejeto é evocada, elaborada e então vai acontecendo o desligamento a cada uma delas, aos poucos. Precisamos viver esse luto, pois, ele é necessário para que possamos, mais a frente, nos sentir livres para seguir adiante.

Heloisa Brandão

Psicologa

CRP 35680/5

domingo, 29 de abril de 2012

Precisamos aprender a respeitar “nossos limites”

Todos nós temos limites, ainda que na maioria das vezes não prestamos atenção neles.



Muitas vezes vamos levando a vida sem perceber que certas atitudes que estamos tomando estão nos prejudicando e que estamos passando por cima de nós mesmos, dos nossos limites. Existem momentos em que é preciso parar e pensar em tudo isso. Não reconhecer nossos limites inevitavelmente pode nos levar a exaustão.

Até onde o nosso emocional é capaz de suportar? As vezes, “não nos damos conta, mas, algo esta nos fazendo tão mal, que o nosso fisico da o alerta e pede ajuda”, talvez nesse momento, já tenhamos ultrapassado vários limites. Então, como saber? Você sabe qual o seu limite? Até onde pode ou deve ir? Responder a essas perguntas pode não ser tarefa fácil, mas, é importante para que saiba, o que é necessário repensar ou mudar na sua vida. Definir o que somos e o queremos pode nos ajudar muito nesse momento.

Tomar certas decisões na vida não é facil, mas, é necessário, assim como dizer não, também não é algo fácil, mas, é preciso. Como faremos essas coisas? O que devemos fazer para nos tornarmos capazes de entender melhor nossos limites? Ou pensar até que ponto podemos ir? Sem que isso nos cause dor e insatisfação. Será que não é importante nos conhecermos melhor e aprender a decidir o que é ou não importante para nós, para nossa vida, pensar o que nos fará bem ou não?

Cada um de nós tem seu limite e isso difere de uma pessoa para outra, cada um é capaz de suportar uma coisa, não existem comparações, uns aguentam uma dor, enquanto outros não suportariam aquilo. Cada individuo vai até onde seu limite permite. Um exemplo: “Como é possível fazer algo por alguém se não estamos nos sentindo bem para isso?”, será que nesse momento em que fazemos isso não estamos passando por cima de nos mesmos? Precisamos pensar que desse modo, estamos nos “atropelando”, será que esse não é o limite? Não que seremos egoístas e a partir de agora não ajudaremos mais ninguém, não é isso, só precisamos pensar melhor e ver que “não é justo com a gente fazer algo só para agradar o outro, e nos desagradar”, não acha? E nós? Como ficamos?

Muitas vezes, tentamos ser alguém além do que somos, para não decepcionar e desagradar o outro, mas, isso pode nos levar a muito sofrimento e frustação. Será que isso é mesmo necessário? Precisamos aprender a nos conhecer melhor, para assim saber até onde devemos e podemos ir. Isso não é tarefa das mais fáceis, nos gera receio, insegurança, mas, é importante. Temos medo de assumir nossas verdades e não sermos aceitos, de não nos acharmos bons o suficiente. Será que se não a assumimos, também não podemos ser deixados de lado? Será que não devemos nos desprender dos conceitos concebidos no passado nos abrindo para novas possibilidades e buscando realmente quem somos, para assim, assumir nossa verdade de forma leve e natural?

Costumo dizer que: “Faça o que fizer não agradará a todos, vai ter sempre alguém que não estará satisfeito”. Faça as coisas por você, pelo prazer que isso te fará e não para agradar o outro. Quando fazemos pelo outro a cobrança vem junto e uma série de outras questões também. Quando fazemos por nós, não, acaba sendo diferente, fazemos porque queremos e ponto.

Uma vez reconhecidos os nossos limites, nossas verdades, o que realmente somos, a próxima etapa é fazer novos acordos com nós mesmo e com quem esta próximo a nós. Pois, quando somos verdadeiros com nós mesmos, também somos com quem esta a nossa volta. Passe a fazer as coisas que seu corpo e sua mente aguentam. Aceite e respeite seu momento. Quando nos mostramos de forma inteira e real, o outro acaba nos percebendo dessa maneira também.

Quando aprendemos a reconhecer nossos limites, estamos respeitando a nós mesmos, eliminando sofrimentos e sendo feliz.






Heloisa Brandão

CRP 35680/5

                                                                                                                                                 


Chegou a sua vez!