Diante de tantos
acontecimentos nesse início de ano fica uma reflexão: Será que temos dado o
devido valor as pessoas que estão ao nosso lado? Será que ultimamente temos
alimentado tais relações? Por que deixamos sempre para amanhã? Por que não
falamos hoje o quanto gostamos das pessoas, o quanto elas são importantes na
nossa vida? Por que deixamos para depois aquele passeio ou estar juntinho?
Precisamos aprender a viver mais o dia de hoje, falar hoje, curtir hoje quem
esta ao nosso lado. Pense nisso!
O tratamento psicológico visa otimizar o entendimento dos conflitos subjetivos. O terapeuta auxilia o sujeito a formular questionamentos, abrindo possibilidades para construir uma nova forma de lidar com a sua realidade, aprimorando desta forma sua qualidade de vida.
sábado, 23 de fevereiro de 2019
domingo, 2 de dezembro de 2018
Antidepressivos sem terapia não têm efeito, aponta pesquisa
“Simplesmente tomar antidepressivos não é o
bastante. Nós precisamos também mostrar ao cérebro quais são as conexões
desejadas,” pontuou o pesquisador.
Os estudos mais recentes
vêm mostrando que os antidepressivos restauram a capacidade de determinadas
áreas do cérebro a fim de contornar rotas neurais cujo funcionamento não está
normal, mas essa mudança só trará benefícios se acompanhada de uma mudança do
paciente – mudança esta obtida através da psicoterapia.
Essa mudança no “hardware” do cérebro só trará
benefícios se houver uma mudança no “software” – o comportamento do paciente –
algo que não é suprido pelos antidepressivos, só podendo ser alcançado mediante
a psicoterapia ou terapias de reabilitação; O alerta está sendo feito pelo
neurocientista Eero Castrén, da Universidade de Helsinque (Finlândia).
Plasticidade cerebral
Milhões de pessoas em todo o mundo tomam
antidepressivos seguindo receitas de seus médicos, e as empresas farmacêuticas
têm faturado bilhões de dólares vendendo essas drogas.
Pesquisas em modelos animais demonstram que os
antidepressivos não são uma cura por si só; Em vez disso, o seu papel é o de
restaurar a plasticidade no cérebro adulto.
Os antidepressivos reabrem uma janela da
plasticidade cerebral, que permite a formação e a adaptação de conexões
cerebrais através de atividades específicas e observações do próprio paciente, de
forma semelhante a uma criança cujo cérebro se desenvolve em resposta a
estímulos ambientais. Quando a plasticidade cerebral é reaberta, problemas
causados por “falsas conexões” no cérebro podem ser tratadas – por exemplo,
fobias, ansiedade, depressão etc.
A equipe do Dr. Castrén mostrou que os
antidepressivos sozinhos não surtem efeitos para esses problemas. Quando
antidepressivos e psicoterapia são combinados, por outro lado, obtém-se
resultados de longa duração.
“Simplesmente
tomar antidepressivos não é o bastante. Nós precisamos também mostrar ao
cérebro quais são as conexões desejadas,” disse o pesquisador. A necessidade de
terapia e tratamento medicamentoso também pode explicar porque os
antidepressivos às vezes não têm efeito. Se o ambiente e a situação do paciente
permanecerem inalterados, a droga não tem capacidade para induzir mudanças no
cérebro, e o paciente não se sente melhor.
Fonte: http://www.redepsi.com.br/2014/01/20/antidepressivos-sem-terapia-nao-tem-efeito-aponta-pesquisa/
domingo, 23 de setembro de 2018
Atendimento Psicológico Online
Se você precisa de apoio
psicológico para melhorar a sua qualidade de vida, a sua saúde mental/física,
descobrir novos caminhos e está à procura de um psicólogo, convido-o a
experimentar a Consulta Psicológica Online!⠀
O Atendimento Psicológico
Online visa aproximar o psicólogo das pessoas que precisam de um atendimento
mais especializado e direcionado, e que por vários motivos não podem ir a um
consultório tradicional. ⠀
http://www.heloisabrandao.com.br/
segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018
Porque temos medo?
Medo
Significado de
Medo
“Estado emocional resultante da consciência de perigo ou de
ameaça, reais, hipotéticos ou imaginários...”
Fonte: https://dicionariodoaurelio.com/medo
Muitos dos nossos medos vêm do nosso passado, de
situações que passamos, que vivemos e que
não foi boa.
Mas será que devemos deixar o medo tomar conta da gente?
Sempre digo que o medo nos protege e nos impede de
cometer várias loucuras na vida, pois,
ele nos preserva e nos evita de viver muitos riscos.
Mas, será que devemos deixar ele tomar conta de nós?
O medo deve ser analisado e enfrentado muitas vezes, se o
temos não fazemos e realizamos muitas coisas na vida.
Pense que medo é esse, e se ele pode ser enfrentado. Como
pode ser enfrentado, que riscos eu corro, é possível correr esses riscos?
Procure um Psicólogo, na psicoterapia você pode entender e trabalhar esses
medos.
Heloisa
Brandão, Psicóloga, CRP 05-35680
quarta-feira, 5 de abril de 2017
A Felicidade
Fonte: Carlos Hilsdorf
Felicidade é um estado de espírito presente. Não podemos ser felizes no passado, porque o passado é apenas uma lembrança, tampouco podemos ser felizes no futuro porque o futuro é apenas uma promessa. A Felicidade acontece num momento chamado AGORA.
Algumas pessoas dizem: “Não sou feliz, porque não tenho isso, ou aquilo...” Felicidade não é possuir tudo o que você deseja, mas aprender a amar tudo o que você possui.Ninguém além de você é responsável por sua felicidade. Outras pessoas podem colaborar, mas ninguém pode ser feliz por você. Busque amar o que você faz e fazer o que você ama. Sinta sua importância e a dos outros no cenário da vida. Tenha atitude para tornar as coisas que estão ao seu alcance melhores do que elas eram antes da sua chegada.
Um ser humano fantástico com uma missão muito nobre, chamado Paramahansa Yogananda, escreveu as seguintes linhas:
“Viva completamente cada momento presente e o futuro tomará conta de si mesmo. Viva intensamente o maravilhoso, o belo de cada instante. Pratique a presença da paz. Quanto mais você fizer isso, mais sentirá a presença desse poder em sua vida.”
Busque ser feliz agora! Não fique preso a momentos felizes ou tristes do passado. E não deixe a felicidade para depois!
https://www.facebook.com/carloshilsdorf/?fref=ts
quarta-feira, 15 de março de 2017
Como suas crenças sabotam a sua prosperidade...
Um ótimo texto sobre sabotagem...
Autor: André Lima
Talvez você já tenha se sentido dessa
forma... Só que existem razões bem definidas que levam isso a acontecer. E
essas causas vão muito além da inteligência racional e da questão do nosso
esforço pessoal. O problema é que você pode ter várias “objeções inconscientes”
contra o seu crescimento. E essas objeções vão fazer você simplesmente se
sabotar sem perceber.
Como assim? São crenças que você
carrega que levam você pra direção contrária do sucesso e da prosperidade.
Existem inúmeras, centenas de crenças. Vou detalhar aqui algumas e mostrar como
elas sabotam a sua vida sem que você perceba o que tá acontecendo. Por exemplo,
uma objeção interna que você pode ter contra ter mais sucesso e prosperidade
pode vir do seguinte pensamento: "Pessoas ricas e bem sucedidas trabalham
muito e não tem paz interior".
O que é que o seu inconsciente faz
então pra ajudar você? Ele trata de afastar você do sucesso. Porque ele vai lhe
proteger pra que você não se torne alguém que só trabalha e não tem paz.
Olha só como isso funciona: No nível
racional, você deseja crescer. Só que no nível inconsciente, você tem essa
objeção. E o nosso inconsciente é muito poderoso, é muito esperto. Até porque
ele é bem mais vasto do que a parte consciente racional. Só pra você ter uma
ideia, se você pensar na figura de um iceberg, a parte consciente é a que fica
acima da água, enquanto que a parte inconsciente é representada pela parte
submersa, que é muito maior, mas muito maior mesmo.
A partir disso, o seu inconsciente
começa a trabalhar contra o seu sucesso e prosperidade. Ele vai influenciar nas
suas escolhas, nas suas ações pra que você não tenha chance de ser bem
sucedido. A missão dele é proteger você a qualquer custo. E ele é muito bom
nisso!
Se por acaso você entrar num caminho
que pode levar você a ser bem sucedido, seu inconsciente vai dizer: "O que
é que esse cara está fazendo? Ele vai ter sucesso e se ele fizer isso vai se
tornar uma pessoa sem paz. Eu tenho que impedir isso a todo custo". E aí o
inconsciente vai utilizar todas as armas pra impedir você. Ele pode fazer com
que você sinta preguiça e falta de energia. Ele pode fazer você procrastinar as
coisas importantes. Ele pode fazer você escolher um sócio que só vai trazer
problema. Ele faz você gastar mais do que deveria pra não ter como investir pra
crescer. Ele vai fazer você abrir um negócio no pior momento pro seu nicho. Ou
então ela vai dizer pra você que agora não é o momento ideal, e fica repetindo
isso pra sempre e você nunca faz o que poderia fazer pra crescer, pra
desenvolver e prosperar.
Então, sutilmente, sem que você
perceba, o seu inconsciente vai interferir em todas as suas escolhas, decisões
e ações pra garantir que você não tenha sucesso e prosperidade. E aí as coisas
nunca andam conforme você gostaria, e parece tudo azar, má sorte... E você se
esforça, você usa a sua inteligência e toda a sua força de vontade pra tentar
crescer, mas o que você não percebe, é que tudo o que você pensa e faz já vem
impregnado com a influência sabotadora do inconsciente.
Cada objeção interna que você tem
contra a prosperidade, vira um jogador que trabalha no time da sabotagem. Cada
crença limitante que você carrega reforça esse time. Aí veja o que acontece se
você vai somando mais jogadores nesse time da autossabotagem.
Mais crenças e pensamentos limitantes
que são verdadeiros destruidores de sua prosperidade. Por exemplo: Dinheiro
causa discórdia na família; O sucesso deixa você escravo dele; As pessoas só
vão se aproximar por interesse; O dinheiro é sujo; O dinheiro é o mal do mundo;
O dinheiro muda as pessoas pra pior.
Tem também as crenças ligadas a
espiritualidade: O dinheiro afasta do caminho espiritual; Pensar em crescimento
material é coisa de pessoas egoístas que não evoluíram; Pra ser bom eu tenho
que me doar o tempo todo, receber não é bom; Só o espiritual é que é
importante, bem material não...etc.
Tem também as crenças ligadas a sua
autoestima: Eu não tenho capacidade pra essas coisas; Eu não posso fazer isso;
Quem sou eu pra merecer tanta coisa boa; Coisas boas assim não são pra
mim...etc.
E o seu inconsciente vai trabalhar
pra comprovar essas crenças que você guarda como verdades. Ele vai fazer isso o
tempo todo, sem que você perceba. E assim, ele vai roubar as suas chances de
sucesso e prosperidade, e qualquer chance de crescimento.
Quando você vir alguém que é muito
competente e dedicado, mas que não tem um sucesso a altura, pode ter certeza
que essa pessoa está cheia desses sabotadores invisíveis, crenças limitantes.
E quando você vir alguém que nem tem tanta competência assim e que é
mais bem-sucedido que a média, pode ter certeza que essa pessoa está muito mais
liberta de crenças limitantes, está mais livre da influência dos sabotadores
invisíveis.
segunda-feira, 11 de julho de 2016
Você sabe por que os psicólogos não podem atender a família e os amigos?
Fonte: Ane Caroline Janiro
É bem comum, quando se é Psicólogo, ouvir este questionamento
vindo de pessoas conhecidas, como parentes e amigos: “Mas por que você não pode
me atender?” ou ainda: “Você que é Psicólogo, o que
você acha sobre esse assunto, como podemos resolver isso?” ou “O que você acha
que eu tenho?”.
São muitas as situações em que os psicólogos são “convocados” a
dar sua “opinião de especialista” para ajudar a resolver conflitos familiares
ou cotidianos.
O Código de Ética dos Psicólogos não proíbe claramente que sejam
atendidos familiares ou amigos, a decisão sobre atender ou não vai de acordo
com o bom senso do profissional.
O que se acredita que pode interferir negativamente no sucesso
do processo terapêutico é justamente a intimidade e proximidade que existe
entre o psicólogo e o paciente fora do consultório. Durante os atendimentos,
para se chegar a um objetivo, o psicólogo precisa explorar muitos aspectos da
história do indivíduo, fazer questões que muitas vezes adentram a sua
intimidade e suas particularidades, o que pode prejudicar de alguma forma o
relacionamento de amizade ou familiar. E o contrário também ocorre, pois muitas
vezes o paciente pode optar por não revelar determinadas questões sobre si
mesmo por não se sentir à vontade o suficiente com o psicólogo e mesmo por medo
de expor suas intimidades e ter sua relação fora do consultório afetada. Assim,
o processo terapêutico fica comprometido. E por parte do Psicólogo, também pode
haver preconcepções sobre o paciente (pois estes já se conhecem), que poderão
afetar o processo. O terapeuta não é isento de sentimentos e emoções, que o
fazem correr o risco de deposita-los de forma incorreta no paciente já
conhecido, envolvendo opiniões pessoais e não somente profissionais na terapia.
E é claro que ao psicólogo não fica vedado o direito de dar sua
opinião profissional acerca de conflitos e questões familiares ou de amigos.
Aqui entra novamente o bom senso, pois não se pode fornecer um “diagnóstico”
fora do setting terapêutico, ou seja, ausente do ambiente de atendimento e sem
analisar todo um histórico e demais fatores que interferem em determinada
questão (o que não se pode fazer em alguns minutos apenas, no churrasco de
domingo). O psicólogo pode contribuir e auxiliar nestas questões específicas
até o momento que lhe couber, com base nos princípios éticos que regem a
profissão, visando sempre o cuidado e o bem estar do outro.
domingo, 10 de abril de 2016
Nudez dos pais diante dos filhos
Fonte: Psicóloga Patrícia L. Paione Grinfeld do Blog Ninguém Cresce Sozinho
Alguns pais/mães encaram a questão da sua nudez diante da
criança com muita naturalidade: se despem total ou parcialmente diante dos
filhos, tomam banho com a prole ou andam sem roupa pela casa. Outros optam por
preservar sua intimidade, não se colocando pelados na frente dos filhos, nunca
ou salvo algumas exceções. A grande maioria, contudo, tem um percurso bastante
parecido: enquanto a criança é bem pequena, estar vestido ou não na frente dela
não faz a menor diferença. Porém, conforme ela cresce e começa a se interessar
pelo corpo do adulto, lançando perguntas, olhares e mãos curiosas, o que era
cotidiano, pode começar a causar certo incômodo e dúvidas nos pais. Na nossa
cultura, onde o nu é da ordem do privado, é bom que cause.
Em geral, os pais se perguntam: Posso ficar nu diante dos meus filhos? Até que idade o pai pode ficar pelado na frente da filha e mãe na frente do filho? Tem algum problema a família toda tomar banho junto?
Antes de responder a estas e outras perguntas que seguem nesta direção, é importante que os pais percebam, individualmente, enquanto homem e enquanto mulher, como se sentem nus diante dos filhos. Como são indivíduos diferentes, nem sempre vão sentir a mesma coisa, o que não é nenhum problema para a criança.
Problema para a criança, e toda a família, surge quando o que se sente é diferente do que se vivencia diante da nudez. Existe uma inibição por parte dos pais em expor seu corpo e ainda assim, por qualquer razão (mesmo que seja a praticidade), a nudez acontece? Existe um prazer explícito ou velado, mesmo que não seja genital (o prazer sexual adulto), ao ficar nu diante dos filhos (prazer em ser bacana, em curtir um banho conjunto, em trocar a roupa do filho que já tem autonomia para se despir e vestir sozinho, etc.)?
Ainda que para os pais sua própria nudez se isente de qualquer inibição ou prazer, para a criança, estar diante do corpo adulto descoberto provoca sensações e sentimentos que ela não é capaz de nomear, como excitação ou identificação com o corpo do adulto. Isto lhe é bastante confuso. Por esta razão, a exposição gratuita ao nu adulto (incluindo publicidade, novelas, filmes e afins) deve ser evitada dos 3-4 anos até a adolescência, fase em que se adquire um corpo “igual” ao do pai ou da mãe.
No entanto, embora devam ser evitadas, há situações em que não há como se esquivar da nudez adulta diante da criança, como no vestiário de um clube. Estas são situações esporádicas e não rotineiras. No dia a dia deve-se priorizar espaços privativos para a intimidade de cada membro da família. O banho, evento mais comum da exposição do corpo, deve ser da criança ou do adulto. Quando a criança ainda precisa de cuidados para se banhar, se enxugar, despir-se ou se vestir, os pais devem exercê-los vestidos, mostrando que aquele é um momento da criança. Pais que usam sunga ou mães que colocam biquíni/maiô para dar banho dos filhos (e, pior ainda, para tomar banho com os filhos) transmitem uma mensagem ambígua, do mostrar sem poder mostrar, do natural-artificial. Filhos aprendem que aquelas partes do corpo são carregadas de contradição e pudor.
Na exposição de corpos, muitas crianças incomodam-se diante da nudez, trilhando seu próprio caminho em busca de privacidade. Por si só, evitam estar diante do adulto nu, não aceitam ajuda na troca de roupas ou na hora do banho, trocam-se de costas, fecham portas em situações em que estão despidas. Os pais precisam acatar este desejo de privacidade, reforçando, inclusive sua importância. Mais do que a vergonha, o que está em jogo é a intimidade, a privacidade e o cuidado e respeito ao corpo. Da mesma maneira, os momentos de intimidade dos pais precisam ser demarcados e sinalizados para que tanto a criança quanto os pais saibam quais situações são coletivas e quais são individuais.
Quando os espaços privativos para intimidade são instalados e respeitados, a criança aprende que tem coisas que são só suas e outras que podem ser compartilhadas; aprende a reconhecer o que quer ou não, o que lhe causa prazer ou não, quem pode mexer no seu corpo ou não, para quem pode mostrar o corpo ou não. Sabendo dos seus limites, a criança aprende a respeitar o próprio corpo e, consequentemente, o corpo do outro, evitando a confusão de sentimentos, a erotização precoce e situações de vulnerabilidade.
Em geral, os pais se perguntam: Posso ficar nu diante dos meus filhos? Até que idade o pai pode ficar pelado na frente da filha e mãe na frente do filho? Tem algum problema a família toda tomar banho junto?
Antes de responder a estas e outras perguntas que seguem nesta direção, é importante que os pais percebam, individualmente, enquanto homem e enquanto mulher, como se sentem nus diante dos filhos. Como são indivíduos diferentes, nem sempre vão sentir a mesma coisa, o que não é nenhum problema para a criança.
Problema para a criança, e toda a família, surge quando o que se sente é diferente do que se vivencia diante da nudez. Existe uma inibição por parte dos pais em expor seu corpo e ainda assim, por qualquer razão (mesmo que seja a praticidade), a nudez acontece? Existe um prazer explícito ou velado, mesmo que não seja genital (o prazer sexual adulto), ao ficar nu diante dos filhos (prazer em ser bacana, em curtir um banho conjunto, em trocar a roupa do filho que já tem autonomia para se despir e vestir sozinho, etc.)?
Ainda que para os pais sua própria nudez se isente de qualquer inibição ou prazer, para a criança, estar diante do corpo adulto descoberto provoca sensações e sentimentos que ela não é capaz de nomear, como excitação ou identificação com o corpo do adulto. Isto lhe é bastante confuso. Por esta razão, a exposição gratuita ao nu adulto (incluindo publicidade, novelas, filmes e afins) deve ser evitada dos 3-4 anos até a adolescência, fase em que se adquire um corpo “igual” ao do pai ou da mãe.
No entanto, embora devam ser evitadas, há situações em que não há como se esquivar da nudez adulta diante da criança, como no vestiário de um clube. Estas são situações esporádicas e não rotineiras. No dia a dia deve-se priorizar espaços privativos para a intimidade de cada membro da família. O banho, evento mais comum da exposição do corpo, deve ser da criança ou do adulto. Quando a criança ainda precisa de cuidados para se banhar, se enxugar, despir-se ou se vestir, os pais devem exercê-los vestidos, mostrando que aquele é um momento da criança. Pais que usam sunga ou mães que colocam biquíni/maiô para dar banho dos filhos (e, pior ainda, para tomar banho com os filhos) transmitem uma mensagem ambígua, do mostrar sem poder mostrar, do natural-artificial. Filhos aprendem que aquelas partes do corpo são carregadas de contradição e pudor.
Na exposição de corpos, muitas crianças incomodam-se diante da nudez, trilhando seu próprio caminho em busca de privacidade. Por si só, evitam estar diante do adulto nu, não aceitam ajuda na troca de roupas ou na hora do banho, trocam-se de costas, fecham portas em situações em que estão despidas. Os pais precisam acatar este desejo de privacidade, reforçando, inclusive sua importância. Mais do que a vergonha, o que está em jogo é a intimidade, a privacidade e o cuidado e respeito ao corpo. Da mesma maneira, os momentos de intimidade dos pais precisam ser demarcados e sinalizados para que tanto a criança quanto os pais saibam quais situações são coletivas e quais são individuais.
Quando os espaços privativos para intimidade são instalados e respeitados, a criança aprende que tem coisas que são só suas e outras que podem ser compartilhadas; aprende a reconhecer o que quer ou não, o que lhe causa prazer ou não, quem pode mexer no seu corpo ou não, para quem pode mostrar o corpo ou não. Sabendo dos seus limites, a criança aprende a respeitar o próprio corpo e, consequentemente, o corpo do outro, evitando a confusão de sentimentos, a erotização precoce e situações de vulnerabilidade.
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