A
cirurgia implica em uma mudança radical no estilo de vida, o jeito antes
conhecido, após a Cirurgia mudará completamente e é por isso que é de extrema
importância o acompanhamento psicológico, para que este indivíduo entenda e
elabore todo esse processo, na busca de uma reorganização desta nova vida, em
um corpo que será bem diferente, refletindo a respeito de si mesmo e de como a
vida será após a Cirurgia. Quando a terapia e feita antes e depois, o individuo
tende a passar por esse processo de mudança de uma forma mais tranquila e segura.
Após a Cirurgia, além das questões físicas, vivenciamos
também muitas questões psicológicas, como a expectativa, a ansiedade e a
insegurança do novo período. No pós-operatório, as mudanças rápidas que
acontecem, tanto relacionadas aos hábitos alimentares, quanto às mudanças do
próprio corpo, acabam exigindo do paciente uma reflexão, e emergem questões emocionais
importantes que precisam ser trabalhadas.
Modificar
o jeito de viver não é tarefa das mais fáceis. É necessário uma readaptação a
um novo jeito de funcionar, é preciso se desfazer de referenciais antigos e criar
novos, as mudanças internas e externas serão bastante significativas em relação
a todos os setores da vida, a psique necessitará seguir mudanças do corpo e deverá
se reajustar a uma nova realidade. E é nessa fase que a psicologia e de extrema
importância, pois, nesse momento ira ajudar o paciente a utilizar das reflexões
na busca de novos conhecimentos a respeito da sua personalidade, auxiliando o
sujeito a se entender
melhor e a aderir de forma mais eficiente ao tratamento, estimulando a sua
participação efetiva no processo de emagrecimento. Porque se
o estilo de vida não for modificado, apesar do auxílio da Cirurgia, pode ser
que não se obtenha o emagrecimento esperado.
E muito importante o paciente conhecer e se informar bem sobre o procedimento cirúrgico e
quais os riscos e benefícios da cirurgia. Deve se atentar também para as
seguintes questões: Primeiramente que o sucesso da Cirurgia depende da forma como o
paciente vai lidar com ela, é necessário ter compromisso de novos hábitos alimentares
pelo resto da vida, pois, sem a mudança no comportamento alimentar, a cirurgia
perde o poder, e a frustração e inevitável. É preciso mudar a maneira de agir
e pensar. Segundo, é que a perda
de peso, quando grande e acelerada, provoca uma mudança brusca na estrutura
corporal que não é assimilada com a mesma rapidez pelo paciente, é
necessário tempo para se adequar a esse novo estilo de vida. E a
terceira questão, é que o emagrecimento não implica necessariamente a uma
melhor qualidade de vida. Muitos individuos que se submetem ao procedimento
cirúrgico se mostram fantasiosos, acreditando que o emagrecimento proporcionará
uma realização pessoal. Somente o emagrecimento não levará a tal realização.
Outras questões precisam ser trabalhadas interiormente para que as realizações
aconteçam. Pense nisso!
Heloisa Brandão
CRP 5/35680

