O tratamento psicológico visa otimizar o entendimento dos conflitos subjetivos. O terapeuta auxilia o sujeito a formular questionamentos, abrindo possibilidades para construir uma nova forma de lidar com a sua realidade, aprimorando desta forma sua qualidade de vida.
quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017
segunda-feira, 11 de julho de 2016
Você sabe por que os psicólogos não podem atender a família e os amigos?
Fonte: Ane Caroline Janiro
É bem comum, quando se é Psicólogo, ouvir este questionamento
vindo de pessoas conhecidas, como parentes e amigos: “Mas por que você não pode
me atender?” ou ainda: “Você que é Psicólogo, o que
você acha sobre esse assunto, como podemos resolver isso?” ou “O que você acha
que eu tenho?”.
São muitas as situações em que os psicólogos são “convocados” a
dar sua “opinião de especialista” para ajudar a resolver conflitos familiares
ou cotidianos.
O Código de Ética dos Psicólogos não proíbe claramente que sejam
atendidos familiares ou amigos, a decisão sobre atender ou não vai de acordo
com o bom senso do profissional.
O que se acredita que pode interferir negativamente no sucesso
do processo terapêutico é justamente a intimidade e proximidade que existe
entre o psicólogo e o paciente fora do consultório. Durante os atendimentos,
para se chegar a um objetivo, o psicólogo precisa explorar muitos aspectos da
história do indivíduo, fazer questões que muitas vezes adentram a sua
intimidade e suas particularidades, o que pode prejudicar de alguma forma o
relacionamento de amizade ou familiar. E o contrário também ocorre, pois muitas
vezes o paciente pode optar por não revelar determinadas questões sobre si
mesmo por não se sentir à vontade o suficiente com o psicólogo e mesmo por medo
de expor suas intimidades e ter sua relação fora do consultório afetada. Assim,
o processo terapêutico fica comprometido. E por parte do Psicólogo, também pode
haver preconcepções sobre o paciente (pois estes já se conhecem), que poderão
afetar o processo. O terapeuta não é isento de sentimentos e emoções, que o
fazem correr o risco de deposita-los de forma incorreta no paciente já
conhecido, envolvendo opiniões pessoais e não somente profissionais na terapia.
E é claro que ao psicólogo não fica vedado o direito de dar sua
opinião profissional acerca de conflitos e questões familiares ou de amigos.
Aqui entra novamente o bom senso, pois não se pode fornecer um “diagnóstico”
fora do setting terapêutico, ou seja, ausente do ambiente de atendimento e sem
analisar todo um histórico e demais fatores que interferem em determinada
questão (o que não se pode fazer em alguns minutos apenas, no churrasco de
domingo). O psicólogo pode contribuir e auxiliar nestas questões específicas
até o momento que lhe couber, com base nos princípios éticos que regem a
profissão, visando sempre o cuidado e o bem estar do outro.
domingo, 10 de abril de 2016
Nudez dos pais diante dos filhos
Fonte: Psicóloga Patrícia L. Paione Grinfeld do Blog Ninguém Cresce Sozinho
Alguns pais/mães encaram a questão da sua nudez diante da
criança com muita naturalidade: se despem total ou parcialmente diante dos
filhos, tomam banho com a prole ou andam sem roupa pela casa. Outros optam por
preservar sua intimidade, não se colocando pelados na frente dos filhos, nunca
ou salvo algumas exceções. A grande maioria, contudo, tem um percurso bastante
parecido: enquanto a criança é bem pequena, estar vestido ou não na frente dela
não faz a menor diferença. Porém, conforme ela cresce e começa a se interessar
pelo corpo do adulto, lançando perguntas, olhares e mãos curiosas, o que era
cotidiano, pode começar a causar certo incômodo e dúvidas nos pais. Na nossa
cultura, onde o nu é da ordem do privado, é bom que cause.
Em geral, os pais se perguntam: Posso ficar nu diante dos meus filhos? Até que idade o pai pode ficar pelado na frente da filha e mãe na frente do filho? Tem algum problema a família toda tomar banho junto?
Antes de responder a estas e outras perguntas que seguem nesta direção, é importante que os pais percebam, individualmente, enquanto homem e enquanto mulher, como se sentem nus diante dos filhos. Como são indivíduos diferentes, nem sempre vão sentir a mesma coisa, o que não é nenhum problema para a criança.
Problema para a criança, e toda a família, surge quando o que se sente é diferente do que se vivencia diante da nudez. Existe uma inibição por parte dos pais em expor seu corpo e ainda assim, por qualquer razão (mesmo que seja a praticidade), a nudez acontece? Existe um prazer explícito ou velado, mesmo que não seja genital (o prazer sexual adulto), ao ficar nu diante dos filhos (prazer em ser bacana, em curtir um banho conjunto, em trocar a roupa do filho que já tem autonomia para se despir e vestir sozinho, etc.)?
Ainda que para os pais sua própria nudez se isente de qualquer inibição ou prazer, para a criança, estar diante do corpo adulto descoberto provoca sensações e sentimentos que ela não é capaz de nomear, como excitação ou identificação com o corpo do adulto. Isto lhe é bastante confuso. Por esta razão, a exposição gratuita ao nu adulto (incluindo publicidade, novelas, filmes e afins) deve ser evitada dos 3-4 anos até a adolescência, fase em que se adquire um corpo “igual” ao do pai ou da mãe.
No entanto, embora devam ser evitadas, há situações em que não há como se esquivar da nudez adulta diante da criança, como no vestiário de um clube. Estas são situações esporádicas e não rotineiras. No dia a dia deve-se priorizar espaços privativos para a intimidade de cada membro da família. O banho, evento mais comum da exposição do corpo, deve ser da criança ou do adulto. Quando a criança ainda precisa de cuidados para se banhar, se enxugar, despir-se ou se vestir, os pais devem exercê-los vestidos, mostrando que aquele é um momento da criança. Pais que usam sunga ou mães que colocam biquíni/maiô para dar banho dos filhos (e, pior ainda, para tomar banho com os filhos) transmitem uma mensagem ambígua, do mostrar sem poder mostrar, do natural-artificial. Filhos aprendem que aquelas partes do corpo são carregadas de contradição e pudor.
Na exposição de corpos, muitas crianças incomodam-se diante da nudez, trilhando seu próprio caminho em busca de privacidade. Por si só, evitam estar diante do adulto nu, não aceitam ajuda na troca de roupas ou na hora do banho, trocam-se de costas, fecham portas em situações em que estão despidas. Os pais precisam acatar este desejo de privacidade, reforçando, inclusive sua importância. Mais do que a vergonha, o que está em jogo é a intimidade, a privacidade e o cuidado e respeito ao corpo. Da mesma maneira, os momentos de intimidade dos pais precisam ser demarcados e sinalizados para que tanto a criança quanto os pais saibam quais situações são coletivas e quais são individuais.
Quando os espaços privativos para intimidade são instalados e respeitados, a criança aprende que tem coisas que são só suas e outras que podem ser compartilhadas; aprende a reconhecer o que quer ou não, o que lhe causa prazer ou não, quem pode mexer no seu corpo ou não, para quem pode mostrar o corpo ou não. Sabendo dos seus limites, a criança aprende a respeitar o próprio corpo e, consequentemente, o corpo do outro, evitando a confusão de sentimentos, a erotização precoce e situações de vulnerabilidade.
Em geral, os pais se perguntam: Posso ficar nu diante dos meus filhos? Até que idade o pai pode ficar pelado na frente da filha e mãe na frente do filho? Tem algum problema a família toda tomar banho junto?
Antes de responder a estas e outras perguntas que seguem nesta direção, é importante que os pais percebam, individualmente, enquanto homem e enquanto mulher, como se sentem nus diante dos filhos. Como são indivíduos diferentes, nem sempre vão sentir a mesma coisa, o que não é nenhum problema para a criança.
Problema para a criança, e toda a família, surge quando o que se sente é diferente do que se vivencia diante da nudez. Existe uma inibição por parte dos pais em expor seu corpo e ainda assim, por qualquer razão (mesmo que seja a praticidade), a nudez acontece? Existe um prazer explícito ou velado, mesmo que não seja genital (o prazer sexual adulto), ao ficar nu diante dos filhos (prazer em ser bacana, em curtir um banho conjunto, em trocar a roupa do filho que já tem autonomia para se despir e vestir sozinho, etc.)?
Ainda que para os pais sua própria nudez se isente de qualquer inibição ou prazer, para a criança, estar diante do corpo adulto descoberto provoca sensações e sentimentos que ela não é capaz de nomear, como excitação ou identificação com o corpo do adulto. Isto lhe é bastante confuso. Por esta razão, a exposição gratuita ao nu adulto (incluindo publicidade, novelas, filmes e afins) deve ser evitada dos 3-4 anos até a adolescência, fase em que se adquire um corpo “igual” ao do pai ou da mãe.
No entanto, embora devam ser evitadas, há situações em que não há como se esquivar da nudez adulta diante da criança, como no vestiário de um clube. Estas são situações esporádicas e não rotineiras. No dia a dia deve-se priorizar espaços privativos para a intimidade de cada membro da família. O banho, evento mais comum da exposição do corpo, deve ser da criança ou do adulto. Quando a criança ainda precisa de cuidados para se banhar, se enxugar, despir-se ou se vestir, os pais devem exercê-los vestidos, mostrando que aquele é um momento da criança. Pais que usam sunga ou mães que colocam biquíni/maiô para dar banho dos filhos (e, pior ainda, para tomar banho com os filhos) transmitem uma mensagem ambígua, do mostrar sem poder mostrar, do natural-artificial. Filhos aprendem que aquelas partes do corpo são carregadas de contradição e pudor.
Na exposição de corpos, muitas crianças incomodam-se diante da nudez, trilhando seu próprio caminho em busca de privacidade. Por si só, evitam estar diante do adulto nu, não aceitam ajuda na troca de roupas ou na hora do banho, trocam-se de costas, fecham portas em situações em que estão despidas. Os pais precisam acatar este desejo de privacidade, reforçando, inclusive sua importância. Mais do que a vergonha, o que está em jogo é a intimidade, a privacidade e o cuidado e respeito ao corpo. Da mesma maneira, os momentos de intimidade dos pais precisam ser demarcados e sinalizados para que tanto a criança quanto os pais saibam quais situações são coletivas e quais são individuais.
Quando os espaços privativos para intimidade são instalados e respeitados, a criança aprende que tem coisas que são só suas e outras que podem ser compartilhadas; aprende a reconhecer o que quer ou não, o que lhe causa prazer ou não, quem pode mexer no seu corpo ou não, para quem pode mostrar o corpo ou não. Sabendo dos seus limites, a criança aprende a respeitar o próprio corpo e, consequentemente, o corpo do outro, evitando a confusão de sentimentos, a erotização precoce e situações de vulnerabilidade.
domingo, 25 de maio de 2014
Reflexões sobre a sociedade atual
Estamos vivendo em um mundo capitalista, globalizado e narcisista, onde a preocupação esta no presente, na busca de um corpo ideal, de ser melhor para o outro, uma busca desenfreada da beleza externa. Narcisismo esse, reforçado pela mídia e por um mundo capitalista da beleza e do consumo. Na busca de uma autoestima comprada e ilusória. Onde vai parar essa busca por felicidade reduzida a busca do exterior e sendo esquecido o interior? Não há uma preocupação com o amanha, o que será de toda essa mudança no corpo? Essa falta de conhecimento do eu? Onde vai parar essa busca por uma valorização do que a mídia dita como certo, do que os grupos acham que deva ser? Esse mundo onde o que esta na mídia é o que vale, sendo bom ou não. Onde vai parar esse mundo que só vê aparência e todo o resto é esquecido? Onde se vive do imediatismo, onde a ansiedade impera. Uma sociedade imediatista, ansiosa, onde o agora é o que vale, “o imediato toma conta da paciência” a globalização vai de encontro com esse imediatismo e se pararmos pra pensar, se fizer uma reflexão da sociedade há tempos atrás e a sociedade de hoje, vemos o quanto essa globalização nos transforma nesse sentido, pensando na questão da telefonia e de quanto isso mudou, antes para se fazer uma ligação, tínhamos que ligar para uma telefonista e levava-se tempo até conseguir completar essa ligação, passava-se quase o dia todo para conseguir isso e as pessoas tinham paciência, hoje se ligamos queremos ser atendidos na hora, pois, se isso não ocorre, nos estressa, irrita.... Ninguém quer esperar! É tudo pra agora! As pessoas tem pressa... De que? E então perguntamos: como fica a subjetividade nesse mundo tão globalizado, capitalista, imediatista e narcisista? Você se conhece? Cuida do seu interior ou esta só na busca de uma melhora do exterior? O que tem feito por você?
Qual a sua busca? Pense nisso!
Heloisa Brandão - CRP 35680/5
segunda-feira, 31 de março de 2014
Depressão
É preciso vencer o preconceito e buscar ajuda. Depressão
diferente do que muitas pessoas acham “não é frescura ou falta de vergonha na
cara”. A depressão tem uma origem bio-psico-social ou seja biológica,
psicológica e social.
Ela é uma
das doenças psiquiátricas mais frequentes. Uma em cada quatro mulheres e um em
cada dez homens, podem vir a ter crises depressivas durante a vida. Existem
graus diferentes de depressão. E as crianças também sofrem de depressão.
A depressão é
uma perturbação do humor que não deve ser confundida com a tristeza, que são reações
a alguns acontecimentos da vida, mas, que passam com o tempo e não impedem a
pessoa de viver normalmente. Cuidado para não confundir uma tristeza profunda,
um período de luto com depressão.
Sintomas mais
comuns da depressão: falta de energia, perda de interesse nas atividades
diárias, perturbações no apetite, no sono, insegurança, medos, irritabilidade, agitação,
sentimentos de culpa, inferioridade, alterações na concentração, memória,
pessimismo, sintomas físicos, sentimento de vazio, vontade de sumir, morrer.
É importante buscar ajuda de
profissionais especializados para se fazer o tratamento. Em alguns casos o
tratamento incluem os antidepressivos e as psicoterapias, um
paralelo ao outro, em outros, apenas a terapia já se obtém resultados satisfatórios.
Não é aconselhável somente a medicação, pois, esta será apenas uma medida
paliativa para essa demanda, não trabalhando o principal, o que levou a pessoa
a essa problema. Na
psicoterapia a pessoa irá entender o que esta acontecendo com ela e trabalhar
suas questões.
Ontem em uma
entrevista ao Fantástico, Chico Anysio relata para o Congresso Brasileiro
de Psiquiatria, que sofria de depressão há algum tempo, e que não teria
produzido 20% de seu trabalho se não tivesse recebido ajuda de profissionais da
área.
Entrevista de CHICO ANYSIO ao Fantástico
Fonte: http://g1.globo.com/fantastico/noticia/2014/03/em-depoimento-inedito-chico-anysio-conta-como-venceu-depressao.html
Durante muitos anos, Chico Anysio mostrou ter
várias faces. Mas uma, ele só revelou pouco antes de morrer.
“Eu tenho um psiquiatra há 24 anos. E se não fossem os remédios que a psiquiatria dá. Se não fosse isso, eu não teria conseguido fazer 20% do que eu fiz”.
“Eu tenho um psiquiatra há 24 anos. E se não fossem os remédios que a psiquiatria dá. Se não fosse isso, eu não teria conseguido fazer 20% do que eu fiz”.
Chico Anysio sofria de depressão.
“Eu entendi que era depressão e eu pude pagar os
remédios. E eu pude pagar ao psiquiatra, então eu venci. Porque ela é
vencível”, conta o humorista.
O presidente da Associação Brasileira de
Psiquiatria foi quem teve a ideia de entrevistar Chico Anysio. Ele queria que
as palavras do humorista fossem usadas em um congresso contra o preconceito a doenças
mentais.
“A depressão atinge de 20 a 25% da população. E significa que 20 a 25%
da população, tem, teve ou terá um quadro de depressão ao longo da vida. Portanto pode atingir a qualquer pessoa, em qualquer idade”, explica
Antonio Geraldo da Silva, presidente da ABP.
A Joseane sofreu calada por quase um ano os efeitos
da depressão e do preconceito. “A
família não entende. Acha que é
frescura. Que é falta de vergonha na cara. Que pobre não pode ter
depressão”, diz Joseane Gomes, auxiliar de serviços gerais.
“Só que um dia eu fui para o trabalho e lá eu tive
a crise que foi muito forte. Eu chorava muito. Eu sentia uma angustia muito
grande. Uma coisa muito forte. Que eu não tinha vontade de nada. De fazer nada.
Eu só tinha vontade de morrer. Pra mim, se eu morresse acabava os problemas”
revela Joseane.
Só então a Joseane foi buscar ajuda. E encontrou em
uma unidade especializada em saúde mental, da favela da Rocinha, no Rio de
Janeiro. “Os pacientes com depressão que chegam aqui. Tem um perfil de uma
clientela mais grave. Os pacientes chegam com depressão e com alguns sintomas a
mais. Com ideias suicidas, sintomas psicóticos. Estados avançados de
inapetência de não querer comer, de se cuidar. Parar de tomar banho. Auto
cuidado já mais deteriorado”, explica Christiane Andreolo, psiquiatra.
Segundo a Associação Brasileira de Psiquiatria,
aproximadamente dois terços das pessoas com depressão não fazem tratamento. Entre
os pacientes que procuram o médico, apenas 50% são diagnosticados corretamente.
“É a mesma coisa que você falar pra quem usa óculos. Tira o óculos,
enxergue, esforce pra enxergar, você vai conseguir. Claro que não vai conseguir. A depressão também você não vai conseguir
sair dela”, afirma Antônio Geraldo da Silva, presidente da ABP.
“Você se
conscientizar que você está com este problema não é fácil. Você acha que os
problemas que existem na sua vida que te fazem ficar assim, mas não é,
entendeu? Você quando tem depressão, você reage de maneira errada a problemas
que todo mundo tem”, explica Paulo Malta Santos, funcionário público.
O Paulo só começou o tratamento depois de muita
insistência da família. “As pessoas tendem a confundir com como se fosse um tipo
de loucura. Muita gente têm até vergonha de procurar ajuda. Mas não é loucura.
É um problema psíquico de fundo emocional que hoje em dia muita gente tem”, diz
Paulo.
“O difícil é as pessoas entenderem como é que
pessoas aparentemente normais podem sofrer de depressão. Aí, tem um outro tipo
de preconceito que achar que depressão inutiliza as pessoas e elas são
malucas”, explica a psiquiatra Ana Alice.
Ana Alice é psiquiatra e sobrinha de Chico Anysio.
E lembra que o tio tratava a doença com naturalidade. “Meu tio não escondia
isso de ninguém. Nunca escondeu. Falou pra família inteira. Conversava comigo.
Muito natural”, revela Ana Alice.
“Ontem eu tava conversando com uma paciente minha
sobre ‘por que é que eu tenho depressão? Será que foi porque eu não consegui
lidar com tal situação. Eu sou frágil por causa disso?’ Depressão é uma doença genética. Hereditária. Mas ninguém fica
deprimido porque quer”, explica a sobrinha de Chico Anysio.
Rico sabe sobre o que Ana Alice está dizendo. Ele é
primo dela e filho de Chico Anysio. “Eu já deprimi quando minha mãe morreu.
Quando ele morreu eu fiquei também deprimido. Não tive que tomar remédio
nenhum. Eu faço terapia e não tive que
me medicar. Mas certamente eu fiquei deprimido”, conta Rico.
Ao falar abertamente sobre o problema, o filho
parece ter entendido o último conselho do pai.
“Quanto mais pessoas me ouvirem falar sobre a
depressão, mais pessoas vão deixar de ter vergonha de ser deprimido”, disse
Chico Anysio.
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